
Meu amor o tempo passa por nós sem aviso prévio
As rugas marcadas anunciam o fim…
O espelho da vida não engana
Quisera eu voltar atrás…
Para te dar mais um pouco da minha juventude
Saciar a tua sede de amor
Ai se eu soubesse que um simples pestanejar
O tempo corria veloz…
Como cavalo bravo sem fronteiras nem destinos
Ai como eu queria voltar de novo
A ser a tua jovem e bela musa
Que saudades meu amor, desse tempo em que só nós eramos donos do mundo
Nada faria prever que o tempo fosse traiçoeiro
Como a cobra que pica, ao leve passo do peregrino
Quem me dera meu amor, dar-te o meu corpo para teu deleite
Dar-te a minha alma cheia de sonhos
E o meu coração transbordando de amor
Mas… o tempo não esperou, fez como o vento e passou
Não teve piedade de nós
Invejoso do nosso amor, feiticeiro da nossa paixão
Ai meu amor como doi, a saudade no meu peito, da bela mulher de outrora
Que no meu corpo te tinha e nas minhas mãos te transportava
Toda a vida que só minha nos rios de amor brincava
Sonho de amor perfeito, de um amor que não morreu
Mas que o tempo por seu feito, não lhe deu tempo e fugiu….
Passo as mãos pelo meu rosto, tentando encontrar os traços
Que outrora lhe deu gosto
Entre risos e abraços
Fica na mente escondida, a recordação que é só minha
Que por momentos vivida
Eu fui musa eu fui raínha
O tempo não pode ter, aquilo que é só meu
Pode a juventude morrer
Mas não este amor que viveu!!!
R. M. Cruz
"Poema declamado na biblioteca Lúcio Craveiro Da Silva
No dia Mundial da poesia."
lindo! :)
ResponderEliminarObrigada Lara! volta sempre! Beijinho
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