
Vou por ali, sem saber ao certo por onde vou, mas vou….
Porque é por ali que eu quero ir
Talvez seja o teu desejo que me chama
Talvez seja o teu corpo que grita silenciosamente, a presença do meu
E eu vou… só sei que quero ir…
Talvez seja o teu corpo que necessita do meu abraço
E no espaço dos teus dedos eu entrelaço os meus
A minha mente está isenta de qualquer pensamento
Apenas o desejo de sentir que estou viva
Só tu… para me fazeres perder no labirinto do meu ser
E eu perco-me……
Sem medo…
Sei que tu estás ali, perco-me para tu me encontrares
Contra as paredes ocas da minha alma, sinto o teu respirar
Ofegante…..procurando desesperadamente, a fonte que saciará a tua sede
Mas…..eu…eu já não estou lá….apenas um pedaço de mim ficou
Para não me perder por completo, nas asas do meu existir…
Por efémeros momentos o tempo parou…eu saí de mim
Voei para longe do meu e do teu corpo, deixando para trás gritos silenciosos
De dois corpos que se fundiram para se sentirem vivos
Na noite, no dia, na hora no minuto que se encontraram
Foram eles os donos do tempo que não existiu…
Foram eles que vaguearam pelo infinito dos labirintos da alma
Foram eles que tomaram as rédeas dos sentidos
Por momentos a VIDA foi vivida sem regras, sem caminhos, sem avisos, sem semáforos…
Nada…nada existia para além dos nossos sentidos
Apenas um momento efémero, que se tornou eterno …
A ti…a mim …a nós… á VIDA...
R.M.Cruz
Gostei muito.
ResponderEliminarBeijinhos.